História potencial
Publié par Ubu Editora
Portuguese
2024
ISBN 9788571261662
eBook
Buy at Martins Fontes Paulista
🇧🇷
Disponible dans 3 librairies
À propos de ce livre
Neste livro provocativo, a renomada teórica política Ariella Aïsha Azoulay propõe pensar o passado como um tempo que ainda está por vir e nos convoca a desaprender o imperialismo, argumentando que as estruturas fundamentais de nosso mundo, desde arquivos e museus até concepções de soberania, direitos humanos e história, estão enraizadas em modos imperialistas de pensar. Fazer história potencial significa recusar a busca irrefreável pelo novo e afirmar um compromisso com os mundos destroçados pelo domínio imperial – dos povos originários nas Américas ao povo Bantu subjugado por Leopoldo II do Congo, do povo palestino desterrado aos migrantes mexicanos nos Estados Unidos. Trata-se de levar o passado a sério, não como uma relíquia a ser trancada num arquivo, exposta nas vitrines de um museu ou dissecada por especialistas em uma biblioteca, e sim como uma proposta política sobre como podemos viver uns com os outros. Esta é uma edição seletiva do original em inglês, com os capítulos que focalizam a tese da autora sobre essa outra maneira de fazer história, que implica a recuperação e a consideração rigorosa de um conjunto de estratégias empregadas há centenas de anos por povos hoje silenciados. O primeiro capítulo expõe a necessidade de desaprender os limites da imaginação política ditados pelo imperialismo. Para a autora, o imperialismo funciona como o obturador de uma câmera – instrumento cuja criação é indissociável da empreitada imperial no fim do século XIX: ele divide o mundo entre fotógrafo e fotografado, remetendo diretamente ao passado a imagem capturada e congelada para sempre como um momento a ser guardado, preservado e fetichizado, mas nunca retomado. O segundo faz eco com Audre Lorde ao afirmar que as ferramentas do senhor não poderão nunca "derrubar a casa-grande do saber" e convocar os leitores a se desvencilharem de epistemologias imperiais. O último se debruça sobre a tarefa de reparar o que foi destruído e abraçar os destroços como uma possibilidade real de existência, na contramão do modo de vida capitalista-imperial.
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