A Lista Longa do Booker Chega e, Como Sempre, Alguém Está Furioso
O Prêmio Booker divulgou sua lista longa de 2026 esta semana e em poucas horas o mundo literário na internet se dividiu em dois campos ordenados: os que se sentiram vindicados e os que se sentiram traídos. Ambos os campos, diria eu, estão performando em vez de respondendo. Este é o ritual anual do Booker, e é tão confiável quanto a primavera.
O que me chama a atenção nesta lista longa do ano não são suas surpresas — embora existam — mas o grau em que os juízes parecem ter resistido ao óbvio. Vários romances que atraíram muita atenção pré-temporada estão ausentes. Outros que mal apareceram nas previsões figuram proeminentemente. Isso é evidência de genuína independência deliberativa ou um lembrete de que a cultura dos prêmios gera suas próprias formas de hype.
Suspeito que ambas as coisas são verdadeiras. Os júris de prêmios não são oráculos. São pequenos grupos de pessoas que leem um número finito de livros sob condições de considerável pressão e chegam a uma lista que reflete seus gostos particulares, seus pontos cegos particulares e o momento particular em que leem.
Dito isso, as listas longas cumprem uma função real. Elas nomeiam coisas. Doze ou treze romances são elevados a uma conversa que de outro modo não teriam alcançado. A questão mais interessante, sempre, é o que a lista revela sobre as preocupações atuais da ficção literária.
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