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A vida que se recusa a terminar: Francesca Wade vence o Prêmio Plutarch pela sua biografia de Stein

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Sigrid Nørgaard
· 3 min de leitura
A vida que se recusa a terminar: Francesca Wade vence o Prêmio Plutarch pela sua biografia de Stein

Há algo paradoxalmente quieto na biografia, uma forma dedicada a finais que nunca termina completamente. Gertrude Stein morreu em 1946, mas tem morrido, e renascido, em prosa desde então. Agora Francesca Wade acrescenta mais uma camada com Gertrude Stein: An Afterlife, que venceu o Prêmio Plutarch deste ano — o único prêmio internacional para biografia julgado exclusivamente por biógrafos praticantes.

O prêmio, que inclui honorários de 3.000 dólares e uma lista de laureados com Robert Caro e Hermione Lee, não é o maior em termos literários. Mas pode ser o mais honesto. Quando biógrafos julgam a biografia, sabem o que buscam: não apenas fluência ou pesquisa, mas o que o júri chamou de "abordagem original convincente" e "novos insights urgentes sobre a escrita de vidas".

Wade — cujo livro anterior Square Haunting examinou cinco mulheres que viveram na mesma praça de Bloomsbury nos anos 1930 — trata seus sujeitos tanto como figuras históricas quanto como problemas de forma. Penso no que Tove Jansson escreveu numa carta: que o mais difícil na escrita não é encontrar as palavras certas, mas resistir às certezas erradas. A biografia é talvez a forma mais suscetível às certezas erradas.

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