Lyndal Roper ganha o Prémio Holberg 2026 por erudição 'extraordinariamente original'
O meu pai tinha um exemplar de Witch Craze de Roper na estante durante anos — um desses livros que chegam a casa e ficam, não porque sejam confortáveis mas porque se recusam a deixar-nos olhar para o lado. Lembro-me de o ler quando era estudante e de sentir o desconforto particular de encontrar uma historiadora que leva o irracional a sério sem fingir que era racional desde o início.
O Prémio Holberg deste ano foi atribuído a Lyndal Roper, descrita pelo comité de seleção como uma investigadora "extraordinariamente original" cuja obra redefiniu a nossa compreensão da Reforma, da bruxaria e da vida psíquica da Europa moderna.
A sua biografia de Martinho Lutero, publicada em 2016, foi notável pelo que se atrevia a especular: não apenas o que Lutero fez, mas o que o movia, o que temia, o que o seu corpo significava para ele. O Prémio Holberg, dotado com cerca de 700.000 euros, é por vezes chamado o Nobel das humanidades.
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