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Judith Curr está saindo da HarperCollins, e os livros vão sentir sua falta

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Sigrid Nørgaard
· 3 min de leitura
Judith Curr está saindo da HarperCollins, e os livros vão sentir sua falta

Existe um tipo particular de editor — não o mais visível, raramente o que faz discursos — que constrói um catálogo não perseguindo tendências, mas acreditando em coisas que outros ainda não perceberam. Judith Curr, que vai se aposentar da HarperCollins em 29 de maio, é esse tipo de editor.

Por oito anos, Curr liderou o HarperOne Group, que inclui HarperOne, Amistad e HarperCollins Español. O catálogo que ela deixa inclui O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo de Charlie Mackesy — um livro ilustrado para adultos que vendeu milhões sem que ninguém esperasse; Finding Me de Viola Davis; e livros do Papa Francisco e, mais recentemente, do Papa Leão XIV.

O que acontece quando alguém assim parte é difícil de quantificar. O comunicado diz que nenhum sucessor foi anunciado. Em alguma pilha de manuscritos, um livro que Curr teria defendido aguarda ser notado por quem vier depois — que será diferente, notará coisas diferentes, acreditará em livros diferentes.

A edição sempre dependeu de indivíduos: de uma pessoa sozinha em uma sala lendo algo e decidindo que importa. Quando essas pessoas partem, levam consigo algo genuinamente insubstituível. Curr dedicou oito anos a um catálogo que constantemente acreditou que os livros podiam alcançar leitores que ainda não estavam sendo alcançados. Isso é, na linguagem da indústria, um bom legado editorial.

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