O Prêmio Almudena Grandes é Entregue pela Primeira Vez e Algo no Peito se Move
O primeiro Premio Almudena Grandes acaba de ser entregue. E enquanto lia a notícia pensei nela — na autora, não no galardão — e no quanto me custou ler 'Los episodios de una guerra interminable' quando saiu, não porque fosse difícil, mas porque era demais. Demasiado presente, demasiado dolorosa, demasiado viva para alguém que já não estava.
Os prêmios póstumos são estranhos. Mas a realidade por trás da coisa é esta: uma comunidade decide que alguém foi tão importante que quer continuar pronunciando seu nome em voz alta. É uma forma rara e pública de luto.
No caso de Almudena Grandes, a situação é mais específica. Ela não era apenas uma grande escritora — nunca melhor dito — era uma escritora comprometida com um projeto histórico e político muito concreto: recuperar a memória dos perdedores da Guerra Civil espanhola através da ficção.
Que um prêmio leve seu nome implica algo mais do que reconhecimento literário. Implica continuar esse projeto. O nome importa. Pronunciá-lo é uma declaração. E isso, mesmo que ninguém o diga no discurso de entrega, é também parte do prêmio.
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