Tucker Carlson quer ser editor agora
"A maioria das pessoas não lê mais livros", disse Tucker Carlson aos jornalistas ao anunciar sua nova editora. Disse isso enquanto lançava uma editora. A ironia, se ele a percebeu, não pareceu incomodá-lo.
Tucker Carlson Books, uma parceria com a Skyhorse Publishing, chega com sua lista inaugural já definida. Os títulos incluem memórias de Russell Brand — que enfrenta acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido —, um manifesto pró-terapia de conversão de Milo Yiannopoulos e um livro sobre tratamentos contra o câncer do proprietário do Los Angeles Times. O princípio editorial, segundo o editor da Skyhorse, Tony Lyons, é "dar uma plataforma a coisas que, em muitos casos, seriam suprimidas, censuradas". Isso é edição como ressentimento — o que não é, em termos gerais, uma filosofia editorial completamente original.
O que vale examinar é o que isso revela sobre como a palavra "censura" funciona como categoria de marketing. Os livros publicados aqui não estão, na maioria dos casos, sendo suprimidos. Estão sendo vendidos. O enquadramento de contra-publicação desafiante torna-se, observado de perto, publicação comercial comum com uma trilha sonora mais alta.
Existe uma longa história de editoras fundadas como corretivos ao viés do mainstream. Algumas produziram trabalho genuinamente importante; outras produziram exatamente o que seus críticos esperavam. Se Tucker Carlson Books fará alguma das duas coisas requer, no mínimo, leitores — o que nos traz de volta, com alguma elegância, à observação inicial de Carlson sobre a existência deles.