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Leia como o Wemby: o gigante da NBA que lê Sanderson (e por que isso importa)

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Dani Carrasco
· 3 min de leitura
Leia como o Wemby: o gigante da NBA que lê Sanderson (e por que isso importa)

Pergunta: qual é a altura média do leitor de Brandon Sanderson?

Resposta: dois metros e vinte e três centímetros. Joga como ala para o San Antonio Spurs. Chama-se Victor Wembanyama.

A Biblioteca Pública de San Antonio acabou de lançar a campanha «Read Like Wemby» — e antes que você diga que o marketing de bibliotecas atingiu o fundo do poço, me escuta: este faz sentido. Wembanyama, que com vinte e dois anos já ganhou o apelido de «alien» na NBA por fazer coisas fisicamente impossíveis numa quadra de basquete, é também um leitor voraz e completamente nerd. Fãs o fotografaram lendo no vestiário antes dos jogos, em inglês e em francês, com exemplares de Sanderson já com páginas dobradas.

A biblioteca montou uma prateleira perto do balcão com uma placa dizendo «Read Like Wemby» e os livros favoritos do jogador: The World We Make de N.K. Jemisin, Yumi and the Nightmare Painter de Brandon Sanderson, e Alchemised de SenLinYu. Uma lista que poderia facilmente ser a de qualquer leitor de fantasia com bom gosto.

É aqui que a história deixa de ser só uma campanha de marketing e se torna algo mais interessante. Há uma longa tradição de atletas que leem — Kareem Abdul-Jabbar publicou romances, LeBron James produz adaptações literárias — mas algo na imagem específica de Wembanyama com um livro de Sanderson me comove. Porque Sanderson é o escritor de fantasia contemporânea que mais explicitamente pensa na arquitetura dos seus mundos. Seus sistemas de magia têm regras. Os personagens evoluem segundo uma lógica interna. Ler Sanderson é, de certa forma, treinar-se para pensar em sistemas.

Borges entendeu antes de todos: a biblioteca é o universo, e o universo é a biblioteca. Agora temos um jogador da NBA que o demonstra com o próprio corpo. Leia como o Wemby. É honestamente o melhor conselho que uma biblioteca deu em anos.

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