Sexualidade, Gênero E Diversidade: Práticas, Currículo E Saberes
Por Ucelli, Feibriss Henrique Meneghelli Cassilhas, Yuri Miguel Macedo & Marcelo Loureiro
Publicado por Clube de Autores
Portuguese
410 páginas
2019
ISBN 9786580187201
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Disponível em 3 livrarias
Sobre este livro
A categoria histórica-política-social e ideológica GÊNERO desenvolveu, entorno de si mesma, um arcabouço com sofisticada diversidade de novas categorias, comportamentos, subversões e adereços. Tamanha rede emaranhada de efeitos sociais desta categoria, nos obriga a reavaliar os reais benefícios de sua fundação e existência, além de nos fazer criar constantemente estratégias de combate às violências alicerçadas na naturalização de gênero como um marcador social de fundamental influência e poder nas sociedades. Gênero é essencialmente uma relação de poder, estabelecida a partir de parâmetros relacionados aos caracteres sexuais primários e secundários. E tão arbitrária enquanto à categoria raça baseada em características físicas específicas de grupos humanos, especialmente a cor da pele. Embora já possamos admitir que essa arbitrariedade seja bastante discutível. O livro "Sexualidade, Gênero e Diversidade: Práticas, Currículo e Saberes" narra os desafios e experiências entorno de estratégias que previnam e combatam a negação de direitos das pessoas pela sua localização no sistema vigente de gênero. Como nos apontam alguns artigos deste livro, o gênero que tomamos atualmente como matriz ideológica ocidental deve ser lembrado sempre como uma categoria racializada, a priori, não criada para todas as pessoas, que foram esvaziadas do próprio sentido de humanidade e de si mesmas para possibilitar a objetificação de corpos humanos. A principal exemplo do que ocorreu com povos africanos escravizados. Separar gênero de sexo é crucial para compreendê-lo enquanto um sistema falido. Focoault nos alertou de que o corpo não é o destino. E a que destino ele se referia? O corpo não determina nosso gênero, mas independente disso, é o corpo que carrega o destino das opressões provocadas por ele. A verdade desanimadora é que nosso corpo não passará despercebido, seja pelos privilégios por corresponder ao sistema hegemônico branco ocidental de ser humano e "civilizado", seja pelas opressões e violências sofridas pelas pessoas que transbordam suas existências deste regime de uma verdade ocidental. Os limites do corpo são brancos, e esses limites se estabelecem em diversos parâmetros que nos dirá como é o corpo da beleza, da inteligência, do sucesso, como também irá demarcar com precisão o corpo do bandido, da prostituta, da marginalidade, do fracasso. Se ser homem e ser mulher são ideais inalcançáveis para qualquer pessoa, ser homem negro e ser mulher negra são tentativas estigmatizadas, a priori desumanizadas e que carregam o fardo de percorrer um longo caminho para fugir dos estereótipos, muitas vezes negando a própria existência e ancestralidade. O espectro "preto" entre qualquer um desses binarismos, será uma transição entre "fetiche" e "ameaça", mas nunca homem e mulher...nunca verdadeiramente humano(?) A humanidade é branca, e segue os padrões brancos de feminilidade e masculinidade. Lança-se então uma corrida rumo ao inatingível. O colonialismo, portanto, transcende as barreiras da exploração de um povo e da dominação territorial. Transformar as colônias em nações pseudo independentes, mas que continuam tomando como matriz civilizatória o colonizador, são, na realidade, marcas de uma colonização efetiva, que produz discursos, visões de mundo e conhecimentos que influenciam as práticas sociais. Sem essas ferramentas de poder extremamente complexas e estruturais, não seria possível a sustentação de uma dominação econômica. Prática criada, aprimorada e sistematizada no continente europeu e para qual serve a ideia ou ideologia do ocidente. Para Stuart Hall, discursos não podem ser reduzidos a interesses de classe, mas sempre operam em relação ao poder, seja para circular o poder ou contestá-lo, e quando se tornam efetivos são chamados de "regime da verdade".
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